Agricultoras e agricultores avaliam a atuação do Projeto Paulo Freire em 2017

O dia amanheceu cedo, agentes Cáritas começaram a se arrumar, organizar banners, revistas, listas de presença, flores para enfeitar o auditório. Tinha alegria no olhar e vontade de encontrar as famílias atendidas pelo Projeto Paulo Freire. Eis que chegou o dia do II Seminário de Avaliação Territorial do Projeto Paulo Freire Inhamuns/Crateús, realizado em Taúa neste 23 de janeiro de 2018.

O Seminário teve o objetivo de avaliar o ano (2016/2017) de atuação do Projeto nas comunidades atendidas. Durante o seminário foram apresentados os avanços do projeto e os desafios para 2018 que é o último ano de execução do Projeto. Estiveram presentes famílias atendidas pelo projeto, representantes do Governo do Ceará, agentes Cáritas, entre outros.

Para a professora e agricultora Maria José Viana (Dudu), da comunidade Quilombola São Gonçalo, a avaliação do Projeto Paulo Freire é positiva, com muitos avanços e novas oportunidades para as famílias do quilombo. Segundo Maria José, a comunidade recebeu muitas capacitações, como avicultura, apicultura, caprinos e empoderamento feminino. “Com a chegada do Projeto a comunidade passou a se organizar mais, a associação se regularizou e aprendemos bastantes, as oficinas vieram para melhorar nossa capacidade de trabalho dentro da comunidade. Recebemos muitos recursos. Espero que este ano possamos concluir os projetos iniciados na comunidade, que possamos ter fonte de renda e que caminhemos com nossas próprias pernas”.

A artesã e agricultora Maria Gonçalves Fernandes, da comunidade Boqueirão, disse que a comunidade está mais unida e que existem possibilidades no campo. “Fico feliz em ser a prova viva para o município que o Projeto deu certo, que nossa comunidade está melhor, saio para vender meus produtos, viajo e estou feliz por fazer parte do Projeto. Meu desejo para 2018 é que consigamos criar um grupo de mulheres na comunidade e que possamos fazer artesanato e melhorar nossa renda”.

Para Daniela Cavalcante, coordenadora do Projeto Paulo Freire, valorizar a mulher e o homem do campo faz parte da essência do projeto Paulo Freire e a CDC, enquanto assessoria técnica, é o meio mais próximo, humano e técnico para estas famílias crescerem e se desenvolverem dentro de suas comunidades. “Somos Cáritas somos solidariedade e buscamos potencializar as riquezas do campo”.

O Projeto Paulo Freire atende as comunidades São Gonçalo, Serra dos Paulos, no município de Parambu, Gavião, Fidélis, em Quiterianópolis; Fazenda Nova e Serra dos Bois em Aiuaba, Boqueirão e Novo Horizonte, Arneiroz e Milagres, Riacho Verde e Queimadas no município de Tauá. O Paulo Freire é realizado pela Cáritas Diocesana de Crateús e financiado pela Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará (SDA) e Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

Por Anita Dias

Fotos Anita Dias