RESAB REALIZA PLANEJAMENTO ANUAL

Na manhã de ontem, 04, a Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (RESAB) da região dos Inhamuns e Crateús realizou planejamento anual, além de definir a equipe de secretaria executiva provisória, que vai animar os processos do coletivo até a assembleia, que está agendada para o dia 06/05. Participaram representantes de secretarias municipais de educação do território, da Faculdade de Educação (FAEC) da Universidade Estadual do Ceará – Campus Crateús, e da sociedade civil.

Cinco pessoas foram eleitas para compor a secretaria provisória da RESAB regional: Paulo Cesar de Oliveira, da Cáritas Diocesana de Crateús, Fábio Gomes Siridó, da Secretaria Municipal de Educação de Novo Oriente, Thais Cristine da FAEC, Mardones Servulo, do Instituto Bem Viver e Luzanira Martins de Sena, da Secretaria Municipal de Educação de Tamboril. Entre as tarefas da equipe estão preparar a assembleia, e ser a referência da rede para acompanhar os processos envolvendo Educação Contextualizada nos municípios.

“Também pensamos sobre o Seminário de Educação Contextualizada, que será realizado durante a programação da Feira [da Agricultura Familiar e Economia Popular Solidária] que será realizada no início de junho. Acredito que demos um passo muito importante para construir um caminho para uma educação libertadora, não só em nossa região, mas em sintonia com os 20 municípios que a equipe pedagógica da Cáritas acompanha, através do projeto Contexto”, explicou Paulo Cesar.

Delegação da União Europeia visita projeto de educação contextualizada em Novo Oriente e Fortaleza

Projeto Contexto receberá a Gestora Operacional da Seção de Cooperação da Delegação da U.E, Sra. Maria Cristina Araújo von Holstein-Rathlou

No período de 21 a 23 de Agosto, o Projeto Contexto passará por uma visita de monitoramento da União Europeia, seu cofinanciador. Serão três dias de programação, realizando sessões com beneficiários/as, gestores/as da proposta e organizações parceiras. A chegada da representante da Delegação significa uma oportunidade de perceber os avanços do projeto, seus desafios e observar os primeiros resultados e as boas práticas em curso.

Além do campo da educação, o Projeto Contexto atua ao mesmo tempo na pauta de enfrentamento da violência contra a mulher e, coincidentemente, a visita acontece no mesmo mês de aniversário da Lei Maria da Penha que completa 13 anos de implementação. “Durante a visita, estaremos com 4 turmas de docentes e a gestora da U.E verá como se opera a discussão sobre gênero, desigualdade entre as pessoas, violência sexista, atentando para a realidade tão adversa do semiárido, onde as relações estão sendo repensadas e isso é algo muito importante para a plataforma e para o próprio projeto”, ressalta Antonia Mendes, assessora técnica do Projeto Contexto pelo Instituto Maria da Penha [IMP].

A agenda da gestora, no Ceará, inclui no dia 21 a visitação à Escola Dr. Antonio Eufrasino Neto, no bairro Alto Alegre, em Novo Oriente; participação na abertura do encontro de formação “Sociedade do bem viver: “Desigualdade entre as pessoas e enfrentamento à violência contra a mulher”; reunião com poder público local – o Prefeito Vanaldo Carlos Moura; a Secretária de Educação, Simone Moura e com o grupo de onze vereadores/as da Câmara – além da roda de conversa com representantes dos Grupos de Trabalhos Municipais (GTM’s). Já em Fortaleza, no dia 22, ela participará de uma sessão com a Secretaria Estadual de Educação (SEDUC), Secretaria Executiva de Políticas para as Mulheres (SEPM-SPS), Ministério Público (MP/CE) e ViceGovernadoria do Estado do Ceará.

Projeto Contexto – Educação :: Gênero :: Emancipação

Executado por uma plataforma de sete organizações cearenses (Instituto Maria da Penha, Esplar, ACACE, Cáritas Diocesana de Crateús, EFA Dom Fragoso, Pastoral do Menor NE1 e We World Brasil), encontra-se em desenvolvimento em 22 municípios do Estado do Ceará e conta com o cofinanciamento da União Europeia.

Trata-se de uma ação que visa contribuir para o melhoramento e a qualificação do sistema educacional dos municípios como política pública, favorecendo um modelo de educação emancipatória, incluindo nos projetos políticos pedagógicos das escolas a abordagem das práticas restaurativas & mediação escolar, as relações de desigualdades de gênero, bem como, a educação contextualizada para convivência com o semiárido.

Esta ação teve início em maio de 2017 e se estenderá até 2021. Atualmente envolve 134 escolas, mais de 1500 professores/as, 30 grupos de mulheres e cerca de 20 mil estudantes, Conselhos Municipais de Direitos (da mulher, da educação, da assistência social e da criança e adolescente) e diversas organizações da sociedade civil articuladas em Grupos de Trabalhos Municipais (GTM’s).

Por : Aby Rodrigues, Assessoria de comunicação do Projeto Contexto

A educação contextualizada encontra o PPP: una oficina do projeto Contexto: educação, genêro, emancipação.

O mundo da educação implica transformação, evolução, formação, mas também desafio e resistência.

Imaginar tudo isso desconectado do contexto que nos circunda é impossível. Por isso formadores/as, professoras/es se reuniram na sede da Cáritas para começar uma série de encontros com o fim de discutir a introdução da educação contextualizada nos PPP(Projeto político pedagógico).

O que é um PPP?

Toda escola tem aspirações, metas e objetivos que querem alcançar. O conjunto desses elementos encontram realização nos projetos, planos detalhados do que se entende executar, políticos, que formam cidadãos conscientes, críticos e ativos e pedagógicos, que organizam atividades didáticas para o aprendizagem.

 

 

“A construção dos PPP tem que envolver alunos/as, os pais e mães, profissionais das escolas e não pode isolar o contexto, por isso hoje começa a primeira formação que vai durar o mês de maio todo, em 20 municípios, com o fim de estimular uma conversa sobre educação contextualizada e PPP” afirma Ana Cecília dos Reis, coordenadora do projeto Contexto: educação, gênero, emancipação, dentro o qual se realiza a oficina.

Participaram várias entidades e organizações, entre as quais: Cáritas,  Esplar, Secretarias municipais de educação de : Ipueiras, Crateús, Poranga, Tauá, Novo Oriente.

Todos e todas  para refletir sobre a construção de PPP mais sensível ao contexto e a um tipo de educação que inclui as comunidades a criar sentido e pertencimento. Educação para a transformação social.

“O dia de hoje foi proveitoso, porque fizemos um estudo para que os PPP refletem as identidades de cada escola, se adaptem para introduzir a educação contextualizada para desconstruir a didática e construí-la coletivamente com um cuidado especial para a cultura e as comunidades” assim falou Sidckleia Rodrigues, assessora da Secretaria da educação em Crateús.

O encontro se concluiu com uma avaliação final onde todas/os colocaram os seus sentimentos em relação ao estudo produzido.

Por: Lorenza Strano

Revisão: Viviane Brás

 

Agentes Cáritas apresentam trabalho sobre Educação Contextualizada em universidade da Bahia

No período de 30/08 a 01/09/2017 ;eu Viviane Brás, Bruna Mabel e Cecília Reis, ambas agentes da Cáritas Diocesana de Crateús (CDC), participamos do VII Workshop Nacional de Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido Brasileiro, IV Colóquio de Pós-graduação do Vale do São Francisco. Diversidades e Direitos em Territórios Semiáridos, 2017. Nós e o também agente Cáritas, Adriano Leitã, escrevemos um relato de experiência intitulado: “CÁRITAS DIOCESANA DE CRATEÚS E PRÁTICAS EDUCATIVAS PARA FORMAÇÃO DOCENTE: A EDUCAÇÃO CONTEXTUALIZADA PARA CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO NA PROMOÇÃO DA DIGNIDADE HUMANA”.

O trabalho foi apresentado na manhã do dia 01/09, no GT EDUCAÇÃO CONTEXTUALIZADA, FORMAÇÃO DOCENTE E PRÁTICAS EDUCATIVAS. O evento foi promovido pelo Programa de Pós-graduação em Educação, Cultura e Territórios Semiáridos – PPGESA da Universidade do Estado da Bahia no Campus III de Juazeiro-BA, que teve como objetivo provocar o “diálogo de saberes” e trazer à tona quais aprofundamentos teórico-metodológico-epistemológico têm sido elencados em torno das suas categorias fundantes: Diversidade, Direitos, Contextualidade, Territorialidades e Interculturalidade e mapear, a nível nacional, as ações educativas e organizacionais contextualizadas das instituições governamentais e não governamentais e de como provocam e fortalecem, nos diferentes contextos socioambientais-culturais, a interculturalidade, a compreensão da diversidade e os laços de pertencimento e de territorialidades das gentes sertanejas, do campo e da cidade, com a natureza e o território Semiárido.

Para nós, participar desse evento foi muito enriquecedor pela troca de experiências e construção de novos conhecimentos que fundamentam a Educação Contextualizada. Tudo isso tem uma relevância muito salutar para nós educadores/as que acreditamos nessa proposta decolonizadora de educação. Dialogar com grandes teóricos como José de Souza Silva e Roberto Malvezzi, Edonilce da Rocha Barros, Edmerson dos Santos Reis, entre outros, nos motiva a buscar melhorias e fortalecimento para o trabalhos que desenvolvemos no projeto Contexto: educação, gênero e emancipação através da Cáritas Diocesana de Crateús”.

Por Viviane Brás, pedagoga e agente Cáritas.

MAIS DE 1.500 PROFESSORAS E PROFESSORES CEARENSES RECEBEM FORMAÇÃO EM EDUCAÇÃO CONTEXTUALIZADA

 

Até o final do mês de agosto, aproximadamente de 1.500 educadoras e educadores da rede pública municipal de 20 municípios participarão dos processos formativos. Esta é a primeira etapa do projeto “Contexto: Educação, Gênero e Emancipação”, na perspectiva de expandir a proposta de Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido. Será o avanço de uma experiência exitosa em Tamboril, Quiterianópolis, Ipaporanga e Nova Russas, para Quixeramobim, Mombaça, Solonópolis, Irapuã Pinheiro, Ipueiras, Milhã, Senador Pompeu, Pedra Branca e Piquet Carneiro no Sertão Central, Madalena e Boa Viagem nos Sertões de Canindé e Poranga, Ararendá, Tauá, Novo Oriente e Crateús nos sertões dos Inhamuns e Crateús.

O projeto Contexto é uma realização da We World, em parceria com Esplar, Cáritas Diocesana de Crateús, Acace, Instituto Maria da Penha, EFA Dom Fragoso, com apoio da Rede de Educação do Semiárido Brasileiro-RESAB e financiado pela União Europeia. A motivação das professoras e dos professores é fundamental para esse redirecionamento do processo de ensino e aprendizagem. “Já trabalhei em outros projetos de incidência em escolas, em que fazíamos um termo de parceria com o gestor municipal, mas se não ganhamos os corações e as mentes dessas e desses profissionais, o projeto vai parecer só mais um programa obrigatório”, argumenta Raimundo Clarindo, assessor pedagógico.

“Diferente de outros programas que chegam de forma vertical, quando apresentamos a Educação Contextualizada a partir do chão que a gente pisa, eles/as percebem que não é uma educação que parte de um outro mundo”, pondera Viviane Brás, também assessora pedagógica. Segundo ela, várias/es professoras/es contempladas/os com a primeira etapa da formação, em municípios onde o projeto está iniciando, declararam que muitos dos elementos apresentados na formação já eram do conhecimento delas/as, faltava apenas uma orientação, uma motivação para que isso fosse utilizado como ferramenta didática em sala de aula.

Madalena

UM PROCESSO EM ETERNA CONSTRUÇÃO

Segundo Cecília Reis, coordenadora e assessora pedagógica, a formação é o primeiro caminho para uma educação diferente, que faça sentido, que parta do lugar onde se está, sem necessariamente se fechar nele. “Quando a gente mergulha no universo da Educação Contextualizada começamos a questionar a formação que nós temos, de como ela desrespeitou todo conhecimento que tínhamos ao invés de aproveitar os saberes populares no diálogo com o saber científico”, provoca.

Por isso, segundo Cecília, é necessário para quem se propõe a formar sobre Educação Contextualizada conhecer também o lugar onde está acontecendo a formação, para que possa ser capaz de seduzir as/os educadores/as da base a fazer o mesmo, mas do seu jeito, respeitando e incentivando a participação das/os estudantes.  Por isso, oportunamente, o tema gerador para os municípios iniciantes será “Semiárido”. Nos municípios onde a proposta já é uma realidade as temáticas serão “Água” (Quiterianópolis e Tamboril), “Sementes” (Nova Russas) e “Mediação de Conflitos” (Ipaporanga).

O projeto prevê acompanhamentos pedagógicos nas escolas, em parceria com técnicos de referência das secretarias municipais de educação. A culminância do que será trabalhado com o tema gerador em sala de aula, numa apresentação lúdica, construída por estudantes e educadoras/es, para toda a comunidade escolar, acontecerá a partir de novembro de 2017. No próximo semestre iniciará, portanto, um novo ciclo letivo. “Os professores já estão percebendo que a nossa proposta não é levar um projeto pra ser trabalhado como os outros, em um ou em dois dia letivos semanais, e sim essa prática se torne o modo de ser das escolas”, concluiu Clarindo.

Ipaporanga

PARTICIPAÇÃO DE GESTORES E PARCEIROS

Como ponto positivo, as formadoras e os formadores destacam a participação de prefeitos, secretários de educação, de meio ambiente, de agricultura de lideranças sindicais, de paróquias, de outras entidades da sociedade civil organizada em diversas formações. A proposta de Educação Contextualizada visa empoderar todas as sujeitas e os sujeitos envolvidas/os no processo de educação. Por isso o envolvimento de autoridades, lideranças, do corpo técnico dos colégios e da comunidade é fundamental para a construção desse novo modo de experienciar a educação pública, como propõe o projeto Contexto.

“Foi instigante a participação das merendeiras no município de Piquet Carneiro. Uma delas afirmou que nunca havia participado de uma formação junto com os professore e estava emocionada”, recorda Cecília. Ela demonstrou um afeto especial pela escola, como poucas vezes já vira Cecília, com toda experiência de 15 anos em formação de professoras/es. Este é um indicativo que estamos rompendo paradigmas na busca de uma educação contextualizada, onde o processo formativo é pensado por todos os sujeitos que dela fazem parte.

Senador Pompeu

AGENDA DE FORMAÇÕES POR MUNICÍPIOS

Quixeramobim – 28/07

Mombaça – 31/07

Milhã e Senador Pompeu – 04/08

Piquet Carneiro, Madalena e Boa Viagem – 05/08

Ipaporanga – 08 e 09/08

Solonópolis – 11/08

Irapuã Pinheiro – 11/08

Tamboril – 15, 16, 17 e 18/08

Pedra Branca – 17/08

Poranga, Ararendá é Ipueiras – 18/08

Quiterianópolis – 22 e 23/08

Tauá, Novo Oriente, Nova Russas e Crateús – 25/08