Delegação da União Europeia visita projeto de educação contextualizada em Novo Oriente e Fortaleza

Projeto Contexto receberá a Gestora Operacional da Seção de Cooperação da Delegação da U.E, Sra. Maria Cristina Araújo von Holstein-Rathlou

No período de 21 a 23 de Agosto, o Projeto Contexto passará por uma visita de monitoramento da União Europeia, seu cofinanciador. Serão três dias de programação, realizando sessões com beneficiários/as, gestores/as da proposta e organizações parceiras. A chegada da representante da Delegação significa uma oportunidade de perceber os avanços do projeto, seus desafios e observar os primeiros resultados e as boas práticas em curso.

Além do campo da educação, o Projeto Contexto atua ao mesmo tempo na pauta de enfrentamento da violência contra a mulher e, coincidentemente, a visita acontece no mesmo mês de aniversário da Lei Maria da Penha que completa 13 anos de implementação. “Durante a visita, estaremos com 4 turmas de docentes e a gestora da U.E verá como se opera a discussão sobre gênero, desigualdade entre as pessoas, violência sexista, atentando para a realidade tão adversa do semiárido, onde as relações estão sendo repensadas e isso é algo muito importante para a plataforma e para o próprio projeto”, ressalta Antonia Mendes, assessora técnica do Projeto Contexto pelo Instituto Maria da Penha [IMP].

A agenda da gestora, no Ceará, inclui no dia 21 a visitação à Escola Dr. Antonio Eufrasino Neto, no bairro Alto Alegre, em Novo Oriente; participação na abertura do encontro de formação “Sociedade do bem viver: “Desigualdade entre as pessoas e enfrentamento à violência contra a mulher”; reunião com poder público local – o Prefeito Vanaldo Carlos Moura; a Secretária de Educação, Simone Moura e com o grupo de onze vereadores/as da Câmara – além da roda de conversa com representantes dos Grupos de Trabalhos Municipais (GTM’s). Já em Fortaleza, no dia 22, ela participará de uma sessão com a Secretaria Estadual de Educação (SEDUC), Secretaria Executiva de Políticas para as Mulheres (SEPM-SPS), Ministério Público (MP/CE) e ViceGovernadoria do Estado do Ceará.

Projeto Contexto – Educação :: Gênero :: Emancipação

Executado por uma plataforma de sete organizações cearenses (Instituto Maria da Penha, Esplar, ACACE, Cáritas Diocesana de Crateús, EFA Dom Fragoso, Pastoral do Menor NE1 e We World Brasil), encontra-se em desenvolvimento em 22 municípios do Estado do Ceará e conta com o cofinanciamento da União Europeia.

Trata-se de uma ação que visa contribuir para o melhoramento e a qualificação do sistema educacional dos municípios como política pública, favorecendo um modelo de educação emancipatória, incluindo nos projetos políticos pedagógicos das escolas a abordagem das práticas restaurativas & mediação escolar, as relações de desigualdades de gênero, bem como, a educação contextualizada para convivência com o semiárido.

Esta ação teve início em maio de 2017 e se estenderá até 2021. Atualmente envolve 134 escolas, mais de 1500 professores/as, 30 grupos de mulheres e cerca de 20 mil estudantes, Conselhos Municipais de Direitos (da mulher, da educação, da assistência social e da criança e adolescente) e diversas organizações da sociedade civil articuladas em Grupos de Trabalhos Municipais (GTM’s).

Por : Aby Rodrigues, Assessoria de comunicação do Projeto Contexto

A educação contextualizada encontra o PPP: una oficina do projeto Contexto: educação, genêro, emancipação.

O mundo da educação implica transformação, evolução, formação, mas também desafio e resistência.

Imaginar tudo isso desconectado do contexto que nos circunda é impossível. Por isso formadores/as, professoras/es se reuniram na sede da Cáritas para começar uma série de encontros com o fim de discutir a introdução da educação contextualizada nos PPP(Projeto político pedagógico).

O que é um PPP?

Toda escola tem aspirações, metas e objetivos que querem alcançar. O conjunto desses elementos encontram realização nos projetos, planos detalhados do que se entende executar, políticos, que formam cidadãos conscientes, críticos e ativos e pedagógicos, que organizam atividades didáticas para o aprendizagem.

 

 

“A construção dos PPP tem que envolver alunos/as, os pais e mães, profissionais das escolas e não pode isolar o contexto, por isso hoje começa a primeira formação que vai durar o mês de maio todo, em 20 municípios, com o fim de estimular uma conversa sobre educação contextualizada e PPP” afirma Ana Cecília dos Reis, coordenadora do projeto Contexto: educação, gênero, emancipação, dentro o qual se realiza a oficina.

Participaram várias entidades e organizações, entre as quais: Cáritas,  Esplar, Secretarias municipais de educação de : Ipueiras, Crateús, Poranga, Tauá, Novo Oriente.

Todos e todas  para refletir sobre a construção de PPP mais sensível ao contexto e a um tipo de educação que inclui as comunidades a criar sentido e pertencimento. Educação para a transformação social.

“O dia de hoje foi proveitoso, porque fizemos um estudo para que os PPP refletem as identidades de cada escola, se adaptem para introduzir a educação contextualizada para desconstruir a didática e construí-la coletivamente com um cuidado especial para a cultura e as comunidades” assim falou Sidckleia Rodrigues, assessora da Secretaria da educação em Crateús.

O encontro se concluiu com uma avaliação final onde todas/os colocaram os seus sentimentos em relação ao estudo produzido.

Por: Lorenza Strano

Revisão: Viviane Brás

 

Agentes Cáritas apresentam trabalho sobre Educação Contextualizada em universidade da Bahia

No período de 30/08 a 01/09/2017 ;eu Viviane Brás, Bruna Mabel e Cecília Reis, ambas agentes da Cáritas Diocesana de Crateús (CDC), participamos do VII Workshop Nacional de Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido Brasileiro, IV Colóquio de Pós-graduação do Vale do São Francisco. Diversidades e Direitos em Territórios Semiáridos, 2017. Nós e o também agente Cáritas, Adriano Leitã, escrevemos um relato de experiência intitulado: “CÁRITAS DIOCESANA DE CRATEÚS E PRÁTICAS EDUCATIVAS PARA FORMAÇÃO DOCENTE: A EDUCAÇÃO CONTEXTUALIZADA PARA CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO NA PROMOÇÃO DA DIGNIDADE HUMANA”.

O trabalho foi apresentado na manhã do dia 01/09, no GT EDUCAÇÃO CONTEXTUALIZADA, FORMAÇÃO DOCENTE E PRÁTICAS EDUCATIVAS. O evento foi promovido pelo Programa de Pós-graduação em Educação, Cultura e Territórios Semiáridos – PPGESA da Universidade do Estado da Bahia no Campus III de Juazeiro-BA, que teve como objetivo provocar o “diálogo de saberes” e trazer à tona quais aprofundamentos teórico-metodológico-epistemológico têm sido elencados em torno das suas categorias fundantes: Diversidade, Direitos, Contextualidade, Territorialidades e Interculturalidade e mapear, a nível nacional, as ações educativas e organizacionais contextualizadas das instituições governamentais e não governamentais e de como provocam e fortalecem, nos diferentes contextos socioambientais-culturais, a interculturalidade, a compreensão da diversidade e os laços de pertencimento e de territorialidades das gentes sertanejas, do campo e da cidade, com a natureza e o território Semiárido.

Para nós, participar desse evento foi muito enriquecedor pela troca de experiências e construção de novos conhecimentos que fundamentam a Educação Contextualizada. Tudo isso tem uma relevância muito salutar para nós educadores/as que acreditamos nessa proposta decolonizadora de educação. Dialogar com grandes teóricos como José de Souza Silva e Roberto Malvezzi, Edonilce da Rocha Barros, Edmerson dos Santos Reis, entre outros, nos motiva a buscar melhorias e fortalecimento para o trabalhos que desenvolvemos no projeto Contexto: educação, gênero e emancipação através da Cáritas Diocesana de Crateús”.

Por Viviane Brás, pedagoga e agente Cáritas.

MAIS DE 1.500 PROFESSORAS E PROFESSORES CEARENSES RECEBEM FORMAÇÃO EM EDUCAÇÃO CONTEXTUALIZADA

 

Até o final do mês de agosto, aproximadamente de 1.500 educadoras e educadores da rede pública municipal de 20 municípios participarão dos processos formativos. Esta é a primeira etapa do projeto “Contexto: Educação, Gênero e Emancipação”, na perspectiva de expandir a proposta de Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido. Será o avanço de uma experiência exitosa em Tamboril, Quiterianópolis, Ipaporanga e Nova Russas, para Quixeramobim, Mombaça, Solonópolis, Irapuã Pinheiro, Ipueiras, Milhã, Senador Pompeu, Pedra Branca e Piquet Carneiro no Sertão Central, Madalena e Boa Viagem nos Sertões de Canindé e Poranga, Ararendá, Tauá, Novo Oriente e Crateús nos sertões dos Inhamuns e Crateús.

O projeto Contexto é uma realização da We World, em parceria com Esplar, Cáritas Diocesana de Crateús, Acace, Instituto Maria da Penha, EFA Dom Fragoso, com apoio da Rede de Educação do Semiárido Brasileiro-RESAB e financiado pela União Europeia. A motivação das professoras e dos professores é fundamental para esse redirecionamento do processo de ensino e aprendizagem. “Já trabalhei em outros projetos de incidência em escolas, em que fazíamos um termo de parceria com o gestor municipal, mas se não ganhamos os corações e as mentes dessas e desses profissionais, o projeto vai parecer só mais um programa obrigatório”, argumenta Raimundo Clarindo, assessor pedagógico.

“Diferente de outros programas que chegam de forma vertical, quando apresentamos a Educação Contextualizada a partir do chão que a gente pisa, eles/as percebem que não é uma educação que parte de um outro mundo”, pondera Viviane Brás, também assessora pedagógica. Segundo ela, várias/es professoras/es contempladas/os com a primeira etapa da formação, em municípios onde o projeto está iniciando, declararam que muitos dos elementos apresentados na formação já eram do conhecimento delas/as, faltava apenas uma orientação, uma motivação para que isso fosse utilizado como ferramenta didática em sala de aula.

Madalena

UM PROCESSO EM ETERNA CONSTRUÇÃO

Segundo Cecília Reis, coordenadora e assessora pedagógica, a formação é o primeiro caminho para uma educação diferente, que faça sentido, que parta do lugar onde se está, sem necessariamente se fechar nele. “Quando a gente mergulha no universo da Educação Contextualizada começamos a questionar a formação que nós temos, de como ela desrespeitou todo conhecimento que tínhamos ao invés de aproveitar os saberes populares no diálogo com o saber científico”, provoca.

Por isso, segundo Cecília, é necessário para quem se propõe a formar sobre Educação Contextualizada conhecer também o lugar onde está acontecendo a formação, para que possa ser capaz de seduzir as/os educadores/as da base a fazer o mesmo, mas do seu jeito, respeitando e incentivando a participação das/os estudantes.  Por isso, oportunamente, o tema gerador para os municípios iniciantes será “Semiárido”. Nos municípios onde a proposta já é uma realidade as temáticas serão “Água” (Quiterianópolis e Tamboril), “Sementes” (Nova Russas) e “Mediação de Conflitos” (Ipaporanga).

O projeto prevê acompanhamentos pedagógicos nas escolas, em parceria com técnicos de referência das secretarias municipais de educação. A culminância do que será trabalhado com o tema gerador em sala de aula, numa apresentação lúdica, construída por estudantes e educadoras/es, para toda a comunidade escolar, acontecerá a partir de novembro de 2017. No próximo semestre iniciará, portanto, um novo ciclo letivo. “Os professores já estão percebendo que a nossa proposta não é levar um projeto pra ser trabalhado como os outros, em um ou em dois dia letivos semanais, e sim essa prática se torne o modo de ser das escolas”, concluiu Clarindo.

Ipaporanga

PARTICIPAÇÃO DE GESTORES E PARCEIROS

Como ponto positivo, as formadoras e os formadores destacam a participação de prefeitos, secretários de educação, de meio ambiente, de agricultura de lideranças sindicais, de paróquias, de outras entidades da sociedade civil organizada em diversas formações. A proposta de Educação Contextualizada visa empoderar todas as sujeitas e os sujeitos envolvidas/os no processo de educação. Por isso o envolvimento de autoridades, lideranças, do corpo técnico dos colégios e da comunidade é fundamental para a construção desse novo modo de experienciar a educação pública, como propõe o projeto Contexto.

“Foi instigante a participação das merendeiras no município de Piquet Carneiro. Uma delas afirmou que nunca havia participado de uma formação junto com os professore e estava emocionada”, recorda Cecília. Ela demonstrou um afeto especial pela escola, como poucas vezes já vira Cecília, com toda experiência de 15 anos em formação de professoras/es. Este é um indicativo que estamos rompendo paradigmas na busca de uma educação contextualizada, onde o processo formativo é pensado por todos os sujeitos que dela fazem parte.

Senador Pompeu

AGENDA DE FORMAÇÕES POR MUNICÍPIOS

Quixeramobim – 28/07

Mombaça – 31/07

Milhã e Senador Pompeu – 04/08

Piquet Carneiro, Madalena e Boa Viagem – 05/08

Ipaporanga – 08 e 09/08

Solonópolis – 11/08

Irapuã Pinheiro – 11/08

Tamboril – 15, 16, 17 e 18/08

Pedra Branca – 17/08

Poranga, Ararendá é Ipueiras – 18/08

Quiterianópolis – 22 e 23/08

Tauá, Novo Oriente, Nova Russas e Crateús – 25/08

Ipaporanga acolhe Intercâmbio Governamental de Educação Contextualizada

“Muitas vezes, em reuniões de prefeitos, muitos dos meus colegas perguntam o que é essa tal Educação Contextualizada que vem dando certo em nossa cidade. Eu costumo responder que é uma forma de educar a tudo e a todos. Educa o aluno, educa o pai e a mãe do aluno, educa a comunidade do aluno e educa o próprio educador”, partilhou Toinho Contábil, prefeito de Ipaporanga, município que acolheu o 1º Intercâmbio Governamental de Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido como Política Pública”, realizado na última quarta (03/05). Desde 2015 esse modo de viver a escola pública é Lei Orgânica Municipal para a população ipaporanguense, proposta que vem contribuindo para a descoberta das potencialidades e das ameaças ao povo e ao meio ambiente, integrando o saber científico com o saber popular, numa transformação concreta da realidade. Participaram representantes de Novo Oriente, Crateús, Ararendá, Senador Pompeu, Madalena, Quixeramobim, Tauá, Ipueiras, Poranga, Pedra Branca, Quiterianópolis, tamboril, Piquet Carneiros, Nova Russas, Mombaça, Independência e Milhã.

Os e as cerca de 180 participantes visitaram quatro experiências nas comunidades da zona rural: mandala, na comunidade Veremos (município de Ararendá), quintal produtivo que serviu de referência nos primeiros meses de instalação da proposta no município, mostrando como é possível produzir muito, com qualidade e de forma sustentável com pouco espaço, sendo até hoje um laboratório para toda comunidade escolar da  cidade sede do evento; comunidade Mundo Novo, onde foi visto o inovador sistema Ecociclo, que irriga a horta por gravidade, e a luta que o Movimento em Defesa da Vida (MDV) trava, há quase três anos, contra a instalação de uma mineradora de ferro na região, que ameaça destruir mais de 60 olhos d’água; a comunidade Açude Novo, onde foi experienciada a revolução que o sistema Bioágua proporciona para as comunidades, reaproveitando água despejada de lavagens domésticas (banho, louça, roupa, etc.) para hortas e frutíferas onde antes a limitação de água tornaria tais culturas quase impossíveis o ano todo; Quintal produtivo da comunidade Santa Tereza, experiência que serve de laboratório para comunidade escolar e representa bem como a economia do município vem crescendo, adotando práticas verdadeiramente sustentáveis, trazendo um ganho não apenas monetário, mas também à saúde e ao meio ambiente.

Segundo o prefeito de Ipaporanga, entre os benefícios da Educação Contextualizada no município estão a conquista de cisternas de placa com capacidade de 52 mil litros d’água em todas as escolas do campo, um passo significativo na conquista da soberania alimentar e nutricional das comunidades, incentivo a uma produção agrícola diversificada, sustentável e que vem contribuindo para a melhoria da economia do município e consequentemente, já que são produtos orgânicos e na maioria sem o uso de veneno, também vem diminuindo significativamente as doenças notificadas na cidade. “Eu poderia ficar o dia todo aqui e não conseguiria dizer todos os ganhos que tivemos, e também posso passar um ano procurando um defeito na Educação Contextualizada e não vou encontrar”, poetizou o prefeito, que convocou os secretários, técnicas/os de secretarias de educação,  educadoras/es e prefeitos presentes a ampliar essa ciranda pela vida para todo o Ceará.

 

Erionauda, vice-presidente do MDV, fala da luta da população para preservar 65 olhos d’água da ameaça da mineradora.

PARTILHA DOS E DAS PARTICIPANTES

“A preocupação não é como eu cheguei, e sim como vou sair daqui após ver e ouvir tudo que vi e ouvi aqui”, comentou professor Neto, secretário de Educação em Ipueiras. Com 34 anos de profissão na área de educação, ele alegou ter sido tocado por essa proposta tão simples e tão profunda, e se declarou animado para desconstruir alguns conceitos pré-estabelecidos e tentar vivenciar junto com os colegas ipueirenses esse jeito inovador de viver a escola pública. Já Francineuma, da Secretaria de Educação de Tauá, também se declarou motivada a levar a experiência para Tauá, e se disse encantada ao perceber como é possível a educação formal pode ajudar a agregar valor para os produtos das comunidades, tanto do campo como da cidade. “Nós vimos como esse tipo de educação faz a diferença. Em Poranga nós também temos um potencial muito grande, temos recursos hídricos abundantes para o uma cidade do Semiárido e saímos daqui motivados a implantar a Educação Contextualizada em em nosso lugar”, profetizou Francisco Antônio, secretário de educação de Poranga.

UNIÃO EUROPEIA

Também participaram do intercâmbio representantes do Instituto Maria da Penha, do Esplar, da Pastoral do Menor, da Escola Família Agrícola Dom Fragoso, da Associação de Cooperação Agrícola do Ceará, ligada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que juntamente com a Cáritas Diocesana de Crateús e a We World realizarão, nos próximos quatro anos, projeto que visa alcançar o número de 20 municípios beneficiados pela proposta de Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido, com financiamento da União Europeia. O encontro em Ipaporanga serviu também de lançamento deste projeto que será coordenado por Rosângelo Marcelino. Além da cidade que sediou o evento, em Tamboril, Nova Russas e Quiterianópolis a Educação Contextualizada é uma política pública, e a partir de agosto outras cidades, das regiões cearenses de Crateús, Inhamuns, Sertão Central e Centro Sul, também iniciarão as suas próprias jornadas de proporcionar o conhecimento universal a partir do próprio contexto.

Secretário, não um chefe, mas um líder da educação em Ipaporanga.

EMPENHO DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DE IPAPORANGA

Desde a preocupação com ornamentar com flores as mesas onde foram feitas as refeições, até o cuidado de colocar um pouco da magia emanada das comunidades escolares empoderadas em cada corredor, em cada fala, em cada exposição feita, transpareceu a todas as pessoas que participaram a transparência com que o processo é vivenciado, com muita humildade e dedicação, pela equipe unida e eficiente da Secretaria de Educação de Ipaporanga, liderada por Deusimar Alvez, líder comunitário, pai de família, educador e secretário de educação. Homem de jeito simples, discurso contundente e que é capaz de prender a atenção de uma multidão e ajudar a limpar os pratos na cozinha se a coisa fica apertada. A personalidade e a hombridade do secretário resume porquê da proposta dá certo em Ipaporanga. A vaidade de servir, ao invés de buscar uma fama mentirosa, a disposição para aprender ao invés da prepotência de se julgar o dono da verdade – como muito/a educador/a faz por aí afora – são alguns dos elementos que explicam como um lugar sai do anonimato, exporta sabores e saberes, sem se achar estrela, mas parte de uma constelação que só fica bonita se as outras estrelas brilham; que não se coloca no palanque, mas desce pro meio do povo e motiva a ciranda.

A Cáritas Diocesana de Crateús é uma profunda admiradora do povo de Ipaporanga, e em nome da Secretaria de Educação agradece cada abraço, cada zelo, cada detalhe preparado com gosto e eficiência exemplares para este intercâmbio, que já entrou para a história e vai ajudar a salvar muitas vidas.

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