56 MATRIZES OVINAS FORAM ENTREGUES À COMUNIDADE QUILOMBOLA DE QUITERIANÓPOLIS

Maria Auricleide e dona Antonia Ribeiro

Por Gina Sena, comunicadora popular da Cáritas Diocesana de Crateús

A comunidade quilombola de São Jerônimo, que fica a 26 km do centro de Quiterianópolis, foi a primeira do município atendida pelo lote 03 do Projeto Paulo Freire, a receber matrizes ovinas, ou seja, ovelhas reprodutoras.  Ao todo, foram entregues 56 animais, divididos para as 14 famílias beneficiadas com essa atividade produtiva. A proposta é melhorar a genética do rebanho e consequentemente a produtividade, na perspectiva de garantir segurança e soberania alimentar, além da geração de renda para essas pessoas.

“Estou recebendo hoje as ovelhas do Projeto Paulo Freire, me sinto muito feliz, esse foi um momento muito esperado”, partilhou a beneficiária Maria Oliveira de Macedo. O agente Cáritas, e técnico do projeto, Saymon da Silva Melo, acompanhou o longo processo de aquisição desses animais, desde a seleção criteriosa até a entrega na comunidade. “A dificuldade em selecionar animais dentro dos critérios, a Pandemia, o acesso prejudicado por causa das estradas destruídas pelas enchentes foram desafios grandes, mas conseguimos superá-los e chegar até a comunidade”. Se orgulha Saymon.

Gilberto Coutinho

O assessor produtivo Lucieudo Gonçalves também participou desse processo: “É gratificante conseguir superar as barreiras e entregar esse componente do Projeto que foi tão esperado pelos beneficiários”, pontua. Segundo ele, as famílias que desde o início assumiram o compromisso de participar das rodas de conversa, da construção dos apriscos e implantação das áreas de suporte forrageiro, sempre o fizeram com a expectativa de que um dia receberiam esses animais. “Agora a equipe se sente muito realizada em poder assistir de perto o sorriso e alegria desses agricultores e agricultoras”, conclui.

Editado às 15:36

REDE SOLIDÁRIA DA CÁRITAS FOI FUNDAMENTAL PARA A DISTRIBUIÇÃO DE 1.250 CESTAS BÁSICAS EM TRÊS DIAS

A Cáritas Diocesana de Crateús (CDC) realizou uma mega ação de solidariedade no último fim de semana. Aproveitando a celebração do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, através de uma rede de proteção à vida formada por paróquias, voluntárias/os, sindicatos, associações, prefeituras e a fundamental parceria com a Fundação Banco do Brasil, através da qual foi possível distribuir 1.250 cestas básicas para nove municípios, sendo eles Crateús, Nova Russas, Tamboril, Independência, Ipaporanga, Parambu, Quiterianópolis, Tauá e Novo Oriente. O trabalho desenvolvido há 15 anos em comunidades do campo e da cidade na Diocese de Crateús e para além deste território, porém, foi fundamental para: Identificar as pessoas que se encontram em condição de vulnerabilidade social; distribuir rápida e eficientemente as doações (mesmo com equipe de agentes reduzida); continuar acompanhando essas pessoas beneficiadas; e diagnosticar situações que precisam de urgente intervenção;

Atualmente, a Cáritas desenvolve, entre outros projetos, o “Pescadoras e Pescadores Artesanais Construindo Bem Viver”, em parceria com a CISV e o CPP, com co-financiamento da União Europeia; O projeto Contexto: Gênero, Educação e Emancipação, realizado em parceria com a We World, Esplar, Instituto Maria da Penha, ACACE, EFA Dom Fragoso e Pastoral do Menor Regional Ceará, financiado pela We World e pela União Europeia; o Projeto Tecendo Redes de Solidariedade, realizado em parceria com a Cáritas Regional Ceará, com apoio da Misereor; e Paulo Freire, com apoio do FIDA e da SDA. Ambos estão com atividades de campo suspensas, por conta da pandemia, sendo na maioria as e os beneficiárias/os destes as mesmas pessoas que foram atendidas com cestas básicas, sendo, portanto, essa ação emergencial parte de uma ação processual que visa a construção do Bem Viver, através do protagonismo de cada sujeita e cada sujeito envolvida/o.

“Foi fundamental para a realização dessa atividade a entrega incondicional de pessoas das secretarias de educação, de sindicatos, de associações e de voluntárias e voluntários nossos, num sinal de que nossas ações de fortalecimento de redes de solidariedade estão no caminho certo”, avalia irmã Francisca Erbenia Sousa, coordenadora da Cáritas Diocesana de Crateús. Segundo ela, o apoio do BB Seguros, do Banco BV e do Banco do Brasil, por meio da Fundação Banco do Brasil, é fundamental, e se encaixa perfeitamente com a política de defesa da vida defendida pela Igreja do Brasil e pela Rede Cáritas Brasileira. “Na situação que nos encontramos, essas cestas distribuídas pela Cáritas e pela Fundação Banco do Brasil vão ajudar muito as famílias, no alimento e pão de cada dia.”, agradece Valda Saraiva, do município de Crateús.

CÁRITAS DE CRATEÚS DISTRIBUI 1.250 CESTAS BÁSICAS A NOVE MUNICÍPIOS DA REGIÃO, COM APOIO DA FBB

Da esquerda para a direita, Marcones Moura, Marciel Melo, Moizeis Santos, José Loiola, Romério Cavalcante e Lucieudo Gonçalves, na Cruzeta, a caminho de Tauá e Parambu para distribuição de cestas básicas, no 1º de Maio.

No Dia das Trabalhadoras e dos Trabalhadores e durante todo este fim de semana, as e os agentes da Cáritas Diocesana de Crateús (CDC)estiveram nas ruas distribuindo alimentação e material de higiene para famílias que se encontram em condição de vulnerabilidade durante a pandemia de Covid-19. Este gesto de solidariedade só foi possível graças ao apoio do BB Seguros, do Banco BV e do Banco do Brasil, por meio da Fundação Banco do Brasil. Graças a este apoio, foram distribuídas 1.250 cestas básicas, para famílias dos municípios de Crateús (350), Tamboril (150), Nova Russas (100), Ipaporanga (50), Independência (50), Novo Oriente (150), Quiterianópolis (200), Tauá (150), e Parambu (50).

Da esquerda para a direita, as agricultoras Aldilene Oliveira, Antonia Cleonice e Josefa Pereira, recebendo cestas do agente Cáritas Romério Cavalcante, no bairro Colibris, município de Tauá.

A situação de vulnerabilidade social de milhares de famílias da região se agravou nas últimas semanas, não apenas por consequência do necessário isolamento social para conter a pandemia de Covid-19, mas também devido a enchentes que atingiram centenas de famílias em Quiterianópolis, Crateús, Tauá e Novo Oriente. “Agradecemos o apoio da Fundação Banco do Brasil e a todas as pessoas que estão fazendo gestos de solidariedade através da partilha de recursos financeiros, alimentos e material de limpeza, para que sigamos fazendo um grande mutirão para proteger a vida das pessoas mais vulneráveis”, pontua Adriano Leitão, agente Cáritas.

Da esquerda para a direita, os pescadores artesanais Francisco de Souza, Eronilson Gomes e José Edilson, de Nova Russas

FORÇA TAREFA

Neste período em que celebramos o Dia das Trabalhadoras e Trabalhadores, em que pescadora/es, agricultoras/es, pedreiras/os, uma ótima forma de honrar essa data foram os gestos concretos de fraternidade entre voluntárias/os e pessoas em condições de vulnerabilidade. Para uma entrega deste tamanho ser realizada em tão pouco tempo, foi necessário o despojamento das e dos agentes Cáritas que se dispuseram com amor e empenho a colaborar para esta ação, mesmo durante o feriado e o fim de semana, junto de agentes de pastoral das paróquias dos respectivos municípios beneficiados, além da valorosa contribuição de colônias de pescadoras/es, associações e voluntárias/os da CDC.

Da esquerda para a direita, as donas de casa Ana Lima, Andressa Melo, Antonia Martins, o agricultor Francisco Batista, as donas de casa Maria da Costa, Regina Mota e Ana Cruz, no bairro dos Venâncios, em Crateús.

Vale lembrar que, por conta dos riscos de contaminação durante a pandemia, a Cáritas Diocesana de Crateús e a Fundação Banco do Brasil se preocuparam em não formar filas, aglomerações entre as pessoas beneficiárias, bem como foi garantido Equipamento de Proteção Individual para todas as pessoas que atuaram na distribuição, entre fornecedores, agentes e colaboradoras/es voluntárias/os.

Da esquerda para a direita, o agente Cáritas Romerio Cavalcante, a pescadora Flaviana Cavalcante, e as agricultoras Maria do Carmo e Madalena Cavalcante, da comunidade São Cipriano, município de Parambu
Da esquerda para a direita, a pescadora Maria de Fátima Xavier, os pescadores José Messias, Francisco Oliveira, Antonio Vanderlei, a pescadora Vera Lúscia, o pescador José Roberto e a pescadora Maria do Carmo Carneiro, no Carnaubal, município de Crateús
Da esquerda para a direita, o agente Cáritas Maycon Silva e as pescadoras Jordânia Silva, Jacqueline Ferreira e Telma Feijó, na Colônia de Pescadores de Tauá.

Editado às 18:40.

O FABULOSO QUINTAL DE DONA BIA

Dona Bia e parte da produção do próprio quintal

Por Eraldo Paulino, Gina Sena e Lorenza Strano

O Semiárido é um lugar de desafios, mas é também morada de muitas virtudes e oportunidades. E foi no movimento de aprender e reaprender a conviver com o Sertão cearense que Maria Gonçalves Lima (“Dona Bia”) e Leandro Cavalcante criaram, junto com os filhos, um verdadeiro laboratório de saberes científico e popular no próprio quintal da casa onde moram, em Malhada dos Malaquias, município de Quiterianópolis, na região cearense dos Inhamuns. Em meio a tantas transformações, Dona Bia, que durante muito tempo carregou água em um balde na cabeça por até dois quilômetros, lembra que conheceu a coordenadora da Cáritas Diocesana de Crateús (CDC), Francisca Erbênia de Sousa, Quando recebeu uma cisterna de primeira água, em 2002, tecnologia que na época raras famílias possuíam. A partir daí muitos benefícios vieram: quatro dos cinco filhos do casal ingressaram na Escola Família Agrícola (EFA) Dom Fragoso, em Independência (CE), de onde trouxeram um novo olhar para a forma de produção no Semiárido. Não por acaso, atualmente, ela é uma das principais referências de agricultora experimentadora acompanhada pelo Projeto Paulo Freire, que é realizado pela CDC e tem financiamento do Governo do Estado do Ceará e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA)

Dona Bia é a síntese da força e da sensibilidade do povo sertanejo. Já era assim quando casou com Leandro, mas passou a ser admirada pela comunidade quando o companheiro sofreu com problemas de saúde que o impediam de trabalhar. Sozinha, praticamente, ela continuou produzindo e garantindo o sustento da família, além de fazer enorme esforço para manter os filhos que um a um foram estudar na EFA. A partir dos conhecimentos adquiridos lá, e posteriormente na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), em Mossoró (RN), onde o primogênito Lucieudo Gonçalves estudou, os filhos se juntaram a outros egressos da  escola de Independência e criaram o Instituto Bem Viver, que faz como opção dialogar com os saberes populares das comunidades camponesas e partilhar tecnologias de convivência com o Semiárido.

Foi assim que o quintal da família recebeu um dos primeiros sistemas Bioágua Familiar do Ceará, que reaproveita águas despejadas da lavagem doméstica para produção de frutas e hortaliças. Desta forma, quando o Projeto Paulo Freire contemplou a comunidade Malhada dos Malaquias entre as 702 famílias beneficiadas com Plano de Investimento, no município de Quiterianópolis, naturalmente o quintal da família já era uma referência para as vizinhas e os vizinhos. E apesar dos conhecimentos adquiridos pelos filhos e partilhados com a comunidade, a figura matriarcal de Bia, por tudo que fez e tudo que é, acaba sendo o grande referencial para o povo camponês de Malhadas dos Malaquias e região.

Gina Sena, Bia Gonçalves e Mirna Sousa, Projeto Paulo Freire em comunidade.

Um novo ciclo

O Projeto Paulo Freire garantiu a Bia e família a implementação de um aviário, para contribuir com a ampliação da produção de aves, substituindo o que já havia por lá, mas precisava de reformas. “Estou muito feliz com a casinha pras minhas galinhas, agora tenho de novo onde criar, pros bichos não pegarem elas”, comemorou. Além desta cultura, a família também trabalha com a criação de abelhas, ovinos, suínos, e, graças ao Sistema Bioágua, consolidou um diversificado quintal produtivo associado à agrofloresta, de onde tira boa parte dos alimentos utilizados no próprio consumo, e comercializa o excedente. “O acompanhamento técnico do projeto Paulo Freire ajuda demais a deixar isso tudo aqui ainda mais bonito”, reconhece Bia.

Seguindo a filosofia freiriana, como o nome do projeto sugere, quando as técnicas e os técnicos do Projeto Paulo Freire vão às comunidades desenvolver os trabalhos, jamais se parte do princípio que nessas localidades haverá pessoas desprovidas de conhecimentos ou experiência. O que há é uma troca de experiências e saberes, para potencializar, ampliar, dar concretude a sonhos que só se tornam realidade se sonhado com mais gente. Dona Bia, por sua vez, tem um laboratório no próprio quintal que muitos engenheiros agrônomos sonhariam ter, mas até pelos filhos a quem proporcionou estudos como uma heroína que é, com todo sacrifício, e pela própria hospitalidade que lhe é abundante, ela não só reconhece a importância da assistência técnica rural, como se dedica para colocar em prática tudo de novo que aprende.

Dona Bia e o aviário conquistado

Espírito de Liderança

O conhecimento sobre agroecologia, a necessidade de preservar a natureza enquanto lugar comum para garantir uma produção verdadeiramente sustentável, logo fez despertar em Bia um espírito de liderança, para defender os princípios que ela passou a acreditar. Em 2005, por exemplo, foi uma das fundadoras da Associação Comunitária Nascente do Rio Poty, criada com intuito de fortalecer a unidade das famílias em defesa de direitos, mas principalmente para preservar a nascente do único rio federal do Ceará, de extrema importância não só para a população e o meio ambiente local, mas para vários municípios cearenses e piauienses.

Graças a esse espírito de Liderança foi possível criar o grupo Mulheres Construindo Bem Viver no Semiárido em Malhada dos Malaquias, como uma estratégia para fortalecer o associativismo e o empoderamento de mulheres camponesas. “Na época, eu escutava o povo falando que só entravam se a Bia entrasse”, brinca. Mais recentemente, Dona Bia passou a integrar outro grupo formado por 18 “Mulheres Agricultoras Experimentadoras da Caderneta Agroecológica”, na região dos Inhamuns, que é voltado para que mulheres fortes como ela possam ter esforços e realizações devidamente registrados por elas mesmas, para que se tenha elementos concretos para provar como as mulheres do campo são extraordinárias.

Intercâmbio de agricultoras experimentadoras: mulheres de fibra do Cariri e dos Inhamuns

Mulheres do Cariri e dos sertões dos Inhamuns se juntaram em Tauá no Intercâmbio de agricultoras experimentadoras para compartilhar ideias, visões, desafios e conquistas. Um encontro de vidas entre mulheres que vivem no campo e pelo campo e também entre as organizações que fazem parte do Projeto Paulo Freire. 

As agricultoras familiares sempre desempenharam um papel importante no campo só que elas não tiveram o devido e pleno reconhecimento do trabalho. Se analisamos isso desde a perspectiva do Brasil onde o progresso nos direitos das mulheres tem sido lento, o aporte dos projetos das Ongs pode fazer a diferença sobretudo para a questão do empoderamento e da visibilidade.

A Cáritas diocesana de Crateús junto ao Esplar, a ong Cactus e Flor do Piqui estão tentando, no marco do projeto Paulo Freire que tem o apoio financeiro do Governo do Estado do Ceará e do Fida, estimular a autonomia dessas mulheres rurais através do conhecimento, das formações e também da inspiração que os intercâmbios podem trazer.

“A mulher sempre teve espaço na agricultura mas não tinha reconhecimento. Com esses eventos a cada vez mais eu percebo que a situação está mudando. É interessante ver que o papel da mulher è muito forte e que ela não tem mais medo de mostrar o seu trabalho a serviço da comunidade. Hoje em Tauá estou vendo as mulheres do projeto Paulo Freire e percebo que estamos todas no mesmo caminho de libertação e empoderamento onde não tem interferência do homem” comentou Raquel Vertana do sítio Lírio, Santana do Cariri, acompanhada pela ong Cactus.

Durante o intercâmbio as mulheres tiveram a oportunidade de conhecer o canteiro da dona Iraides que mostrou com  muito orgulho os frutos do trabalho dela, alfaces, cenouras, cebolinha, mamão, produtos de um semiárido diferente, que brota vida e que existe apesar da seca.

“Estou aprendendo muitas coisas novas, aqui ela deixa o mato crescer ao redor das plantações e nós no Cariri estamos costumadas a tirar todo. Talvez vamos mudar esse hábito” falou Eliana Teles da Silva do Sítio Guritiba em Santana do Cariri, acompanhada pela ong Flor do Piqui.

Alem da experiencia no sítio Junco com a dona Iraides de Lima, foi o momento de se deliciar com os doces de leite e de banana da dona Maria. Mulher solteira que cresceu dez filhos na roça e que hoje, com a ajuda de uma das filhas, produz no mínimo cinquenta barras de doces por semana, fornecendo vários comércios, além de participar no programa PAA(Programa de Aquisição de Alimentos).

“Eu não tenho nenhuma máquina a minha máquina, a única que conheço é vontade, a coragem e a saúde, nunca fui atrás de ninguém, um dia comprei os produtos fui experimentado e quando tomei gosto comecei trabalhar. Sem amor para o que faço seria impossível” salientou Maria Alves de Oliveira Alencar, da localidade de Lustal I, Tauá.

Duas histórias diferentes de mulheres do campo que testemunham a diversidade, a riqueza e a criatividade que as agricultoras têm, que sempre foram o centro da economia familiar do semiárido que silenciosamente escondeu essas grandes guerreiras que hoje querem reconhecimento e  direitos. 

Para a Dona Maria Moreira, chamada Cruzinha, da comunidade Riacho de Quiterianópolis acompanhada pela Cáritas de Crateús, essas experiências demonstraram que com a vontade se pode fazer tudo.

“O brilho que essas mulheres tinham nos olhos falando do trabalho delas, o amor por aquilo que fazem, as histórias bonitas que nos contaram, tudo isso vamos levar para casa e vai nos inspirar” concluiu a agricultora. 

Com o acompanhamento da mediadora e experta de gênero, raça e etnia, Francisca Sena da Secretaria de Desenvolvimento Agrário(SDA) do Governo do Estado do Ceará, as agricultoras concluíram o dia avaliando de forma muito positiva o aporte das oficinas de segurança alimentar do dia anterior e o valor das visitas as duas mulheres que foram para todas uma fonte incrível de inspiração na ótica do empoderamento feminino e do bem viver no semiárido.

Fotos e texto: Lorenza Strano, assessora de comunicação