PRESTES A CELEBRAR 15 ANOS, CÁRITAS DE CRATEÚS REALIZA PLANEJAMENTO ANUAL

Membros da diretoria, parceiras/os e agentes da Cáritas Diocesana de Crateús (CDC) realizaram planejamento para o ano de 2020, no período de 26 a 28 de fevereiro, na Casa Betânia, no Alto da Mãe de Deus, em Poranga. Além do cuidado em pensar e organizar ações e projetos que contribuem para a vida de milhares de pessoas tanto na área diocesana como em outras regiões do Ceará, houve uma atenção especial para a programação dos 15 anos da CDC, que será celebrado este ano.

“Precisamos ter a capacidade de nos importar e de cuidar de quem precisa”, profetizou padre Jefferson Carneiro (Géu), citando a parábola do Bom Samaritano (Lc 10, 25-37), ao convocar todas as pessoas envolvidas com o trabalho da CDC a se inspirar na Santa Dulce dos Pobres e continuar aprimorando o serviço em favor de quem mais precisa. Segundo Géu, “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”, lema da Campanha da Fraternidade 2020, inspirada na referida parábola e na vida da primeira santa brasileira, sempre foi e precisa continuar sendo o que move o modo de ser Cáritas.

15 ANOS

A Cáritas Diocesana de Crateús celebra 15 anos em 2020, e deve lançar alguns produtos para sistematizar parte dessa história, além de já estar realizando rodas de conversas nas paróquias da Diocese de Crateús e em diversos grupos acompanhados pelo estado do Ceará. No dia 16 de abril, durante a assembleia anual da CDC, será realizada uma grande celebração com a participação de várias pessoas que de alguma forma tornaram essa história possível.

IGREJA DE PEDRA

Um dos momentos de espiritualidade foi experenciado na Igreja de Pedra no Alto da Mãe de Deus, onde emocionou a todas/os o relato da irmã Margarete Malsliet, da Congregação Filhos de Maria e José. A religiosa belga ajudou a construir o local junto a mulheres, homens e crianças que ajudaram a carregar pedras por um caminho íngreme, numa mata praticamente fechada. “Quando eu cheguei aqui, há 41 anos, esses muros estavam a uma altura de dois metros, e me emocionou conhecer a história de devoção desse povo”, relatou a irmã.

Hoje com 81 anos, Ir. Margarete já mora em Poranga a maior parte da vida. Com sensibilidade e muita disposição, dedicou, dedica e pretende continuar dedicando energias para cuidar da Igreja de Pedra, como símbolo sagrado da luta por uma vida digna por parte de populações historicamente oprimidas, como negros e indígenas. “As pinturas, as obras presentes nesse local sagrado são todos feitos com materiais naturais, para estar em harmonia com todo esse cenário envolta, que serve para pessoas meditarem, respirar um bom ar e fazer suas orações”, se orgulha Margarete.